Ficha 01
Hemograma
Hemácias, hemoglobina, VCM e HCM. É a sua carteira de identidade, e tende a se
manter constante ao longo da vida.
Hemácias
Número de células vermelhas em cada mililitro de sangue. Em níveis satisfatórios, o
organismo produz energia de forma mais eficiente, o que favorece a disposição e a capacidade
de fazer atividades do dia a dia e exercício físico.
Níveis baixos podem indicar anemia. Sintomas comuns: cansaço
excessivo, falta de ar ao fazer esforço, queda no rendimento físico, dificuldade de
recuperação muscular, sonolência, tontura e dor de cabeça.
Hemoglobina
Proteína que contém ferro, dá cor ao sangue e transporta oxigênio e gás carbônico.
Baixa: menor capacidade de metabolizar alimentos, de oxigenar os
tecidos e de produzir energia na célula.
Alta: comum em homens de estatura grande, fumantes, pessoas que
usam suplementação de ferro ou treinam em alta altitude. Há mais transporte de oxigênio e,
junto, mais produção de radicais livres, o que acelera o envelhecimento. São pessoas com
maior demanda de antioxidantes.
VCM e HCM
O VCM é o volume das hemácias e o HCM é o peso médio da hemoglobina dentro delas.
- VCM aumentado: células maiores que o normal, sugerindo anemia macrocítica. Causa:
deficiência de vitamina B9 e B12.
- VCM diminuído: células pequenas. Causa: deficiência de ferro e de vitamina B6.
- HCM aumentado: deficiência de vitamina B9 e B12.
- HCM diminuído: deficiência de ferro.
Leucócitos, a série branca
Células de defesa, peça chave no controle da resposta imune. A contagem varia conforme
exercício desgastante, tensão ou digestão, e serve para avaliar infecção ou inflamação,
alergia e resposta de cortisol.
- Normal: 6.000 a 7.000 células/mm³.
- Normal reduzido, 5.000 a 6.000: observar baixa resposta de cortisol, metais
pesados, exercício extenuante, cansaço crônico, imunidade baixa, estresse crônico.
- Normal alto, 7.000 a 8.000: observar resposta de cortisol alta, inflamação,
glicemia alta, dificuldade para dormir, agitação, irritabilidade, nervosismo, aumento da
fome e de alimentos prazerosos, dificuldade de ganho.
Também pode estar aumentado em fumantes e em quem consome
mais de 200 ml de café por dia.
Ficha 02
Hemoglobina glicada
Acontece quando uma molécula de glicose se liga à molécula de hemoglobina.
Quando isso ocorre, a hemoglobina perde a função.
A consequência direta: ela transporta menos oxigênio. Chega menos oxigênio aos tecidos e
cai a capacidade de gerar energia no metabolismo aeróbio da célula. Há também mais
inflamação, pelo aumento da formação de radicais livres.
Orientação do autor: reduzir o consumo de carboidratos ao longo do
dia, em especial doces, farinha branca, açúcar, tapioca, pão, polvilho e suco industrializado.
Aumentar o consumo de antioxidantes: frutas, verduras, legumes e especiarias como curry,
açafrão, canela, cravo e cacau.
Glicose e insulina, os vizinhos de laudo
A glicose mede o açúcar no sangue. Quando aumentada, reflete
resistência dos tecidos, em especial fígado e músculo, em captar essa glicose.
A insulina é o principal hormônio liberado após as refeições,
estimulado primeiro por carboidratos e depois por proteínas. Gordura não impacta os níveis de
insulina.
Insulina em excesso está associada a ganho de peso e de gordura,
dificuldade em perder gordura, cansaço, indisposição, falta de energia, desânimo, vontade de
doce, sonolência ao longo do dia e principalmente após o almoço, pele e cabelo oleosos, queda
de cabelo, ovário policístico, mioma, hipertensão, inchaço, retenção, aumento de colesterol e
alterações de memória, raciocínio e foco. Ideal: menor que 9.
Ficha 03
Ferro e ferritina
O ferro sérico é o que circula no sangue. A ferritina é o estoque, no fígado e
no intestino. Um não substitui o outro na leitura.
Ferritina alta
Causas mais comuns: excesso de ferro, inflamação, resistência à insulina, exercício de alta
intensidade ou volume (por inflamação), infecções, lesões hepáticas e artrite reumatoide.
Nessa condição há aumento da produção de radicais livres, o que é altamente prejudicial.
Orientação do autor: consumir chá verde. Sardinha, abacate,
gengibre e cacau em pó são excelentes opções.
Ferritina baixa
Indica deficiência crônica de ferro.
Orientação do autor: consumir fígado uma a duas vezes por semana e
carne vermelha. Aumentar alimentos fonte de vitamina C, como acerola, mamão, kiwi e goiaba.
Evitar cacau, café, leite e derivados junto das refeições com ferro.
O que altera o ferro sérico
- Alto: degradação de hemácias na corrente sanguínea por falta de ômega 3,
desidratação por baixo consumo de água, e superdosagem de reposição de ferro.
- Baixo: ingestão insuficiente, absorção reduzida (cirurgia bariátrica, deficiência
de vitamina C, omeprazol, disbiose intestinal), perdas por via digestiva (gastrite, úlcera,
doença intestinal), cirurgias, inflamação aguda ou crônica e menstruação com fluxo
excessivo.
O metabolismo adequado do ferro depende de pelo menos outros
seis nutrientes. Por isso a análise correta depende do resultado dos demais exames, e não
desse valor isolado.
Ficha 04
TGO e TGP
Duas enzimas produzidas em células do fígado, diretamente associadas a estresse
oxidativo, inflamação e autoimunidade. São indicativo de lesão hepática e devem ser avaliadas
junto com outros marcadores.
O detalhe que engana quem treina: a TGP aumenta naturalmente em
processo de hipertrofia, porque também é produzida no músculo nessas condições.
O que interfere no resultado
- Vitaminas do complexo B aumentam a TGO.
- Medicamentos: aspirina, anti-hipertensivos, anticoagulantes, contraceptivos orais,
anti-inflamatórios, antifúngicos, inibidores de colesterol, antiepiléticos e etanol.
- Hipertireoidismo e hipotireoidismo.
- Exercício extenuante.